Aparte daquilo que fiz
tudo deixei por fazer,
por mais que possa escrever
nem sempre sei o que dizer.
Algo me diz que nem tudo tem um fim (ou um início).
Do som que vejo ou penso
consigo decifrar um emaranhado
de situações sem nexo temporal,
tudo parece banal ao som
daquilo que é escrito,
não falado ou pensado.
Talvez aquilo que existe nem
sempre corresponde ao ser que somos.
Nada é conexo, nada faz sentido
Apenas pequenos agregados de matéria
se ligam naquilo que faz lembrar
ser uma história.
O pensamento, algo que sempre tentamos desenvolver, por vezes trai-nos nos momentos menos oportunos. A teia-mãe, o grande master system do ser humano, não passa por vezes de pequenas colagens que nem sempre chegam a formar uma imagem, um puzzle inacabado que no fim continua por se fazer.
this is a lame version of me
terça-feira, 22 de maio de 2012
Visão (I)
astrolábios voadores
que o sonho não agarrou,
visões das terras ardentes
por onde o homem nunca andou.
Francisco Brasil
que o sonho não agarrou,
visões das terras ardentes
por onde o homem nunca andou.
Francisco Brasil
O ser mais fraco
...predomina nos fortes.
Hoje retomo o meu blog, já há muito que não vinha cá e decidi finalmente, com pouca coragem continuar aquilo que antes (e que pouco fiz) tinha começado.
Antes de tudo decidi mudar o nome o endereço do blog. Apesar de o nome anterior remeter a coisas que sentia na altura, esse nome, essa estalagem do assombro deixou de me assombrar, ou melhor esse inquietação assombrosa tomou outras formas, outros corpos e deixou de ser apenas um sítio para passar a ser situações reais que me vão aparecendo e que me fazem ver que afinal nem tudo é assombroso mas sim deprimente...
Bom, então, este novo nome, este ser mais fraco surgiu-me através de algumas coisas que tenho pensado, reflexões random que faço quando não tenho (ou tenho) mais nada para fazer. Este ser que não é bem um ser mas sim a personificação da minha estalagem do assombro, um ser que não passa daquilo que me enoja, diria até que me mete medo devido à presença que ele toma, passou a palavras, passou a pequenos agregados de letras que se tem formado na minha cabeça, e que agora vão passar a ser transcritas e talvez lidas por muitas poucas pessoas.
É assim que dou vida a este novo blog, uma ressuscitação feita pela terceira vez daquilo que promete vir a ser um grande andróide cibernético com forma humana.
Despeço-me assim até ao próximo post, num tom menos dark (embora ainda seja um pouco) com algumas palavras sábias de alguém conhecido para ficar bem :p
Beijos e Abraços deste random-weird person,
Francisco Brasil
"...quando menos esperares o tempo para e tudo muda..." Anonymus
Hoje retomo o meu blog, já há muito que não vinha cá e decidi finalmente, com pouca coragem continuar aquilo que antes (e que pouco fiz) tinha começado.
Antes de tudo decidi mudar o nome o endereço do blog. Apesar de o nome anterior remeter a coisas que sentia na altura, esse nome, essa estalagem do assombro deixou de me assombrar, ou melhor esse inquietação assombrosa tomou outras formas, outros corpos e deixou de ser apenas um sítio para passar a ser situações reais que me vão aparecendo e que me fazem ver que afinal nem tudo é assombroso mas sim deprimente...
Bom, então, este novo nome, este ser mais fraco surgiu-me através de algumas coisas que tenho pensado, reflexões random que faço quando não tenho (ou tenho) mais nada para fazer. Este ser que não é bem um ser mas sim a personificação da minha estalagem do assombro, um ser que não passa daquilo que me enoja, diria até que me mete medo devido à presença que ele toma, passou a palavras, passou a pequenos agregados de letras que se tem formado na minha cabeça, e que agora vão passar a ser transcritas e talvez lidas por muitas poucas pessoas.
É assim que dou vida a este novo blog, uma ressuscitação feita pela terceira vez daquilo que promete vir a ser um grande andróide cibernético com forma humana.
Despeço-me assim até ao próximo post, num tom menos dark (embora ainda seja um pouco) com algumas palavras sábias de alguém conhecido para ficar bem :p
Beijos e Abraços deste random-weird person,
Francisco Brasil
"...quando menos esperares o tempo para e tudo muda..." Anonymus
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O Som
Quando alguém nos fala da vida nós pensamos - tse ya pois, até parece que percebes muito disso; ou então -este já experiênciou de tudo, é um verdadeiro expert no tema da vida, é o meu herói!
Pois bem, acho que isso é uma granda fantuchada... Essas pessoas que nos avisam dos perigos da vida, aquelas coisas menos boas dela, podem tentar-nos proteger e defender, mas ao mesmo tempo estão nos a restringir de coisas que fazem parte, daqueles erros que todos cometem, e que ás vezes até é bom sermos nós a cometer, porque assim já temos experiência por nós próprios que aqueles erros não devem ser cometidos.
Quando eu toco uma escala na guitarra antes de a estudar, começo sempre por tentá-la tocar de ouvido. Sei que não devia fazer isso, é um erro, mas esse erro ao longo do tempo ajudou-me muito (bem como o meu prof de guitarra que teimou muito para eu não o fazer...). Por um lado comecei a destinguir algumas das notas que toco, por outro já dou mais atenção aos intervalos de tempo quando toco. Mesmo assim o bichinho do som tenta-me para eu ir lá de ouvido....=P
Bom e tudo isto só para dizer que vivam a vida à vossa maneira, mas que de vez em quando tentem ouvir alguns conselhos das outras pessoas, porque se os dão é porque são vossas amigas e só querem o vosso bem!
Somebody who feel free
sexta-feira, 8 de maio de 2009
A euforia dos Anathema
Na terça-feira fui ver os Anathema ao Incrível Almadense em Almada. Fui mais à descoberta, conhecia meia dúzia de músicas que costumava ouvir quando estava deitado na cama a ler um livro qualquer que tinha na minha mesa de cabeçeira. Já tinha lido que eles anteriormente tinham sido uma banda de doom metal, mas que depois da saída de Darren White, a sonoridade passou a ser mais melancólica, um rock progressivo ambiental pode-se assim chamar. Só sei que quando eles começaram a tocar havia uma euforia na sala de espectáculos, até parecia que estavam lá os Led Zeppelin ou os Queen (digo na formação original). Fiquei extremamente expantado! Nunca tinha presenceado a um concerto assim tão motivante, energético (sem contar com os Gogol), mas ao mesmo tempo melacólico.
Deixo-vos aqui com um video de uma das músicas que me marcaram mais naquela noite- One Last Goodbye by Anathema (o Vincent Cavanagh até se comoveu com as pessoas a cantarem em unínosso).
O alegre melancólico
Deixo-vos aqui com um video de uma das músicas que me marcaram mais naquela noite- One Last Goodbye by Anathema (o Vincent Cavanagh até se comoveu com as pessoas a cantarem em unínosso).
O alegre melancólico
O sonho
Estava no outro dia a discutir ideias com a minha avó, quando ela me contou que um dia estava a conversar com o professor Agostinho da Silva, e que este lhe transmitiu uma ideia de realidade, que mais tarde ela transformou em verso. O verso é mais ou menos assim:
E se eu fosse apenas o sonho
De alguém que me sonha
Sonhando
O meu próprio sonho?!
Este poema gera várias questões. Será isto a real? Ou é tudo produto da nossa imaginação ou de outrem? Este poema é fascinante, consegue transmitir aquilo que é impossivel de ser transmitido. Aquilo que as pessoas às vezes não conseguem ver ou alcançar. Um caminho onde o sonho e a realidade se unem num só, como uma trip psicadélica mas sem o uso de drogas para o atingir. Acho que já estou a caminho para esse sonho. Ainda não o alcancei e espero nunca o poder alcançar. Porque esse é o desafio.
O leviathan pacífico
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
The Way of the Samurai
No outro dia um amigo meu mostrou-me um filme bastante interessante com o Forest Whitaker a interpretar um assassino contratado que se rege pelos códigos dos samurais presentes no livro Hagakure. Não vou dizer como é que o filme acaba porque assim não tem piada, mas o que eu queria mesmo dizer era que o livro por onde o personagem se guia, escrito pelo Yamamoto Tsunetomo (ele próprio um samurai) despertou-me imensa curiorisidade. Esse livro trata vários temas desde a cerimónia do chá que é muito respeitada entre os japoneses mais tradicionais, à relacção do bushido com budismo zen. Esta última é uma das coisas mais respeitadas pelos samurais. Bushido era o código de conduta e o modo de vida para os samurais, o que ditava para que esse guerreiro vivesse e morresse com honra (para recuperarem a honra pessoal ou limpar o nome da família, caso essa honra fosse perdida em alguma atitude indigna, evitar ser sequestrado num campo de batalha ou por pura lealdade ao daimyo (sistema feudal do Japão) e acompanhá-lo eternamente, cortavam a barriga, o corte do abdómen libertava o espírito do samurai da forma mais dramática e extremamente dolorosa e desagradável de se morrer. Algumas vezes o samurai que o fazia pedia a um companheiro leal que fosse seu assistente e lhe cortasse a cabeça antes que esta pendesse ou demonstrasse agonia, o que seria considerado uma desonra tanto para o que cometeu seppuku (o termo para o ritual suicida) quanto para o seu assistente. Este ritual foi praticado por um dos mais famosos escritores, Yukio Mishima na década de 70, quando este acto já era punível por lei).
Acho isto muito interessante, se virmos de um ponto de vista menos ocidental podemos entender melhor a visão destes guerreiros. Extremamente educados, fieis às regras que lhes foram impostas, com objectivos já definidos. Quem sabe um dia eu me torne num samurai?!
Cabeça de Iô-iô o espírito rebelde
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