Aparte daquilo que fiz
tudo deixei por fazer,
por mais que possa escrever
nem sempre sei o que dizer.
Algo me diz que nem tudo tem um fim (ou um início).
Do som que vejo ou penso
consigo decifrar um emaranhado
de situações sem nexo temporal,
tudo parece banal ao som
daquilo que é escrito,
não falado ou pensado.
Talvez aquilo que existe nem
sempre corresponde ao ser que somos.
Nada é conexo, nada faz sentido
Apenas pequenos agregados de matéria
se ligam naquilo que faz lembrar
ser uma história.
O pensamento, algo que sempre tentamos desenvolver, por vezes trai-nos nos momentos menos oportunos. A teia-mãe, o grande master system do ser humano, não passa por vezes de pequenas colagens que nem sempre chegam a formar uma imagem, um puzzle inacabado que no fim continua por se fazer.
this is a lame version of me
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