teenage dream
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Visão (IV)
“Society exists only as a mental concept; in the real world there are only individuals.”
Oscar Wilde
quarta-feira, 30 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Musas (I)
Star Morals
Called a star’s orbit to pursue,
What is the darkness, star, to you?
Roll on in bliss, traverse this age –
Its misery far from you and strange.
Let farthest world your light secure.
Pity is sin you must abjure.
But one command is yours: be pure!
Friedrich Nietzsche in The Gay Science
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Pessoa (I)
"Não sei quem sou que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
Fernando Pessoa
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
Fernando Pessoa
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Visão (III)
Sem saber a onde dar
nem práquilo que vier,
vou apenas navegar
até onde o destino der.
O cano que desagua aquilo que sou, deixa de pensar, parte num ciclo de palavras pouco faladas para o futuro perceber.
Futuro é coisa do passado, destino é coisa do presente, saber é coisa intemporal que nem a terra o esquece mesmo que no fim esta acabe e o céu esquente.
Palavras, letras, pontos, borrões mal feitos, actos, pensamentos, vivências, vidas
A folha que amadurece deixa de crescer, ensinamentos de o conhecer. Palavras sem o saber.
O nada deixa de ser material.
nem práquilo que vier,
vou apenas navegar
até onde o destino der.
O cano que desagua aquilo que sou, deixa de pensar, parte num ciclo de palavras pouco faladas para o futuro perceber.
Futuro é coisa do passado, destino é coisa do presente, saber é coisa intemporal que nem a terra o esquece mesmo que no fim esta acabe e o céu esquente.
Palavras, letras, pontos, borrões mal feitos, actos, pensamentos, vivências, vidas
A folha que amadurece deixa de crescer, ensinamentos de o conhecer. Palavras sem o saber.
O nada deixa de ser material.
terça-feira, 22 de maio de 2012
beyond the being
The human being is the product of creativity and ability that nature has to adapt to adverse conditions
Visão (II)
Aparte daquilo que fiz
tudo deixei por fazer,
por mais que possa escrever
nem sempre sei o que dizer.
Algo me diz que nem tudo tem um fim (ou um início).
Do som que vejo ou penso
consigo decifrar um emaranhado
de situações sem nexo temporal,
tudo parece banal ao som
daquilo que é escrito,
não falado ou pensado.
Talvez aquilo que existe nem
sempre corresponde ao ser que somos.
Nada é conexo, nada faz sentido
Apenas pequenos agregados de matéria
se ligam naquilo que faz lembrar
ser uma história.
O pensamento, algo que sempre tentamos desenvolver, por vezes trai-nos nos momentos menos oportunos. A teia-mãe, o grande master system do ser humano, não passa por vezes de pequenas colagens que nem sempre chegam a formar uma imagem, um puzzle inacabado que no fim continua por se fazer.
this is a lame version of me
tudo deixei por fazer,
por mais que possa escrever
nem sempre sei o que dizer.
Algo me diz que nem tudo tem um fim (ou um início).
Do som que vejo ou penso
consigo decifrar um emaranhado
de situações sem nexo temporal,
tudo parece banal ao som
daquilo que é escrito,
não falado ou pensado.
Talvez aquilo que existe nem
sempre corresponde ao ser que somos.
Nada é conexo, nada faz sentido
Apenas pequenos agregados de matéria
se ligam naquilo que faz lembrar
ser uma história.
O pensamento, algo que sempre tentamos desenvolver, por vezes trai-nos nos momentos menos oportunos. A teia-mãe, o grande master system do ser humano, não passa por vezes de pequenas colagens que nem sempre chegam a formar uma imagem, um puzzle inacabado que no fim continua por se fazer.
this is a lame version of me
Visão (I)
astrolábios voadores
que o sonho não agarrou,
visões das terras ardentes
por onde o homem nunca andou.
Francisco Brasil
que o sonho não agarrou,
visões das terras ardentes
por onde o homem nunca andou.
Francisco Brasil
O ser mais fraco
...predomina nos fortes.
Hoje retomo o meu blog, já há muito que não vinha cá e decidi finalmente, com pouca coragem continuar aquilo que antes (e que pouco fiz) tinha começado.
Antes de tudo decidi mudar o nome o endereço do blog. Apesar de o nome anterior remeter a coisas que sentia na altura, esse nome, essa estalagem do assombro deixou de me assombrar, ou melhor esse inquietação assombrosa tomou outras formas, outros corpos e deixou de ser apenas um sítio para passar a ser situações reais que me vão aparecendo e que me fazem ver que afinal nem tudo é assombroso mas sim deprimente...
Bom, então, este novo nome, este ser mais fraco surgiu-me através de algumas coisas que tenho pensado, reflexões random que faço quando não tenho (ou tenho) mais nada para fazer. Este ser que não é bem um ser mas sim a personificação da minha estalagem do assombro, um ser que não passa daquilo que me enoja, diria até que me mete medo devido à presença que ele toma, passou a palavras, passou a pequenos agregados de letras que se tem formado na minha cabeça, e que agora vão passar a ser transcritas e talvez lidas por muitas poucas pessoas.
É assim que dou vida a este novo blog, uma ressuscitação feita pela terceira vez daquilo que promete vir a ser um grande andróide cibernético com forma humana.
Despeço-me assim até ao próximo post, num tom menos dark (embora ainda seja um pouco) com algumas palavras sábias de alguém conhecido para ficar bem :p
Beijos e Abraços deste random-weird person,
Francisco Brasil
"...quando menos esperares o tempo para e tudo muda..." Anonymus
Hoje retomo o meu blog, já há muito que não vinha cá e decidi finalmente, com pouca coragem continuar aquilo que antes (e que pouco fiz) tinha começado.
Antes de tudo decidi mudar o nome o endereço do blog. Apesar de o nome anterior remeter a coisas que sentia na altura, esse nome, essa estalagem do assombro deixou de me assombrar, ou melhor esse inquietação assombrosa tomou outras formas, outros corpos e deixou de ser apenas um sítio para passar a ser situações reais que me vão aparecendo e que me fazem ver que afinal nem tudo é assombroso mas sim deprimente...
Bom, então, este novo nome, este ser mais fraco surgiu-me através de algumas coisas que tenho pensado, reflexões random que faço quando não tenho (ou tenho) mais nada para fazer. Este ser que não é bem um ser mas sim a personificação da minha estalagem do assombro, um ser que não passa daquilo que me enoja, diria até que me mete medo devido à presença que ele toma, passou a palavras, passou a pequenos agregados de letras que se tem formado na minha cabeça, e que agora vão passar a ser transcritas e talvez lidas por muitas poucas pessoas.
É assim que dou vida a este novo blog, uma ressuscitação feita pela terceira vez daquilo que promete vir a ser um grande andróide cibernético com forma humana.
Despeço-me assim até ao próximo post, num tom menos dark (embora ainda seja um pouco) com algumas palavras sábias de alguém conhecido para ficar bem :p
Beijos e Abraços deste random-weird person,
Francisco Brasil
"...quando menos esperares o tempo para e tudo muda..." Anonymus
Subscrever:
Mensagens (Atom)