quarta-feira, 23 de maio de 2012

Visão (III)

Sem saber a onde dar
nem práquilo que vier,
vou apenas navegar
até onde o destino der.

O cano que desagua aquilo que sou, deixa de pensar, parte num ciclo de palavras pouco faladas para o futuro perceber.
Futuro é coisa do passado, destino é coisa do presente, saber é coisa intemporal que nem a terra o esquece mesmo que no fim esta acabe e o céu esquente.

Palavras, letras, pontos, borrões mal feitos, actos, pensamentos, vivências, vidas

A folha que amadurece deixa de crescer, ensinamentos de o conhecer. Palavras sem o saber.
O nada deixa de ser material.

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